Eastern Orthodox Parishes in South America: Argentina, Brazil, Chile, Paraguay, Uruguay, Venezuela – ROCOR

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http://www.fatheralexander.org/latest/south_america.htm#_Toc98202092

Eastern Orthodox Parishes in South America:

Argentina, Brazil, Chile, Paraguay, Uruguay, Venezuela

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Russian Orthodox Church Out of Russia

ROCOR

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A Ortodoxia – Em Fé Ortodoxa – Bispo Alexander ╰⊰¸¸.•¨* Portuguese

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A Ortodoxia

 Em Fé Ortodoxa – Bispo Alexander

Fonte:

http://www.fatheralexander.org

http://ww.fatheralexander.org/page23.htm

http://www.fatheralexander.org/booklets/portuguese/a_ortodoxia.htm

EM FÉ ORTODOXA – BISPO ALEXANDER

É a autêntica religião cristã pregada pelo Nosso Senhor Jesus Cristo, transmitida pelos Apóstolos aos seus sucessores e aos fiéis e preservada zelosamente na sua pureza pela Igreja Ortodoxa através dos séculos.

É a doutrina certa e justa, compreendida, sem reduções nem acréscimos, nas Sagradas Escrituras, na Tradição e nos Sete Concílios Ecuménicos.

É a doutrina ensinada e pregada pela Igreja Ortodoxa para glorificar a Deus e salvar as almas, segundo a vontade de Cristo.

Chama-se ORTODOXIA a doutrina que observa os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, reverenciados e transmitidos pela Igreja Ortodoxa.

Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica

A Igreja Ortodoxa é a sociedade, baseada na fé dos doze Apóstolos, dos fiéis cristãos que obedecem aos pastores canónicos e vivem unidos pelos elos da Doutrina, das Leis de Deus, da Hierarquia divinamente instituída e da prática dos Sacramentos.

A Igreja Ortodoxa professa a Doutrina autêntica de Nosso Senhor Jesus Cristo, tal e qual nos foi revelada e exercida pelos Apóstolos no primeiro século da era cristã, na Palestina e nas cidades de Jerusalém, Damasco e Antioquia. Esta doutrina obedece aos mandamentos, procede de acordo com a vida da Graça que Cristo nos legou por Sua morte e edificou pelos sacramentos; crê na vida eterna, observa os ensinamentos dos Sete Concílios Ecuménicos e persiste estreitamente unida aos seus pastores, bispos e demais sacerdotes ortodoxos, continuadores em linha recta da obra dos Apóstolos. Reconhece como Chefe Único da Igreja, sem representantes ou legatários, Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos dirige, ensina e eleva. É depositária da Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo e prossegue em todo o mundo a Sua obra de amor e Salvação. Ensina as verdades nas quais devemos crer firmemente, os deveres que havemos de cumprir e os meios a aplicar para nos moralizar e santificar.

A Igreja Ortodoxa Oriental reúne as quatro características que distinguem a Verdadeira Igreja: Una, Santa, Católica e Apostólica. Durante vinte séculos, manteve inalteráveis os sacramentos, as próprias doutrinas e os mesmos pastores que são sucessores dos Apóstolos. A designação Ortodoxa procede do facto de ela crer e ensinar correctamente a doutrina do Cristo. Conservou-se exemplarmente na doutrina, desde a pregação de Nosso Senhor Jesus Cristo, até aos dias de hoje. A primazia de honra da Igreja é desempenhada pelo Patriarca Ecuménico de Constantinopla.

Deus prometeu à Sua Igreja a assistência do Espírito Santo e a Sua união com ela até a consumação dos séculos, a fim de não cair no erro nem falhar nos seus ensinamentos.

A Sagrada Escritura e a Santa Tradição

As fontes de onde se extrai a Fé Ortodoxa são: a Sagrada Escritura e a Santa Tradição.

A Sagrada Escritura é a Doutrina de Deus revelada ao género humano por intermédio dos patriarcas, dos profetas e dos apóstolos, e está consignada no Antigo e no Novo Testamentos.

Ao lermos a Sagrada Escritura, as palavras dos profetas e dos apóstolos penetram nos nossos corações como se fossem verdades proferidas pelos próprios lábios desses santos homens, apesar dos séculos e milénios decorridos desde a data do registro dessas obras divinas.

O mais antigo meio de divulgação da Revelação Divina foi a Santa Tradição. Desde os tempos do primeiro homem, Adão, até Moisés, não havia nenhuma Sagrada Escritura. Nosso Senhor Jesus Cristo, o próprio Salvador, transmitiu aos Apóstolos os seus divinos ensinamentos através de sermões e parábolas, e não por meio de livros. Assim, no começo, procederam os Santos Apóstolos que divulgaram, oralmente, as Verdades Divinas, edificando deste modo as bases da Santa Igreja. A razão do registro da Sagrada Escritura foi para conservar, de maneira precisa e inalterável, a Revelação Divina.

A Santa Tradição é o conjunto de verdades reveladas por Deus, mas não consignadas na Sagrada Escritura; são transmitidas oralmente de geração em geração. Hoje, encontramo-la divulgada, por escrito ou por símbolos, nos concílios, liturgias, costumes, monumentos, pinturas, leis eclesiásticas, bem como através de sentenças e epístolas ensinadas pelos Santos Pais da Igreja.

Em resumo, a Tradição Apostólica encontra-se manifestada:

a) nos Sete Concílios Ecuménicos;

b) nas Obras Cristãs dos Santos Pais da Igreja

c) no Símbolo dos Apóstolos;

d) no Símbolo Niceno-Constantinopolitano;

e) no Símbolo de Santo Anastácio;

f) na Liturgia da Igreja;

g) nos monumentos, pinturas e arqueologia cristãos;

h) nos livros simbólicos da Ortodoxia:

1 – a confissão ortodoxa de Pedro Moghila;
2 – a confissão ortodoxa de Dositeu, Patriarca de Jerusalém, 1672; e
3 – o catecismo de Filareto de Moscovo.
i) no magistério permanente da Igreja;

j) na legislação eclesiástica; e

l) nos costumes e usos cristãos.

Mesmo que tenhamos a Sagrada Escritura, devemos seguir a Santa Tradição, que está directamente ligada a ela e unida à Revelação Divina. A própria Sagrada Escritura no-lo ensina: “Então, irmãos, sede firmes e conservai as tradições que lhes foram ensinadas, seja por palavras, seja por epístolas” (Tes 2:15).

As diferenças Doutrinais entre a Igreja Ortodoxa e a Romana

A diferença fundamental é a questão da infalibilidade papal e a pretensa supremacia universal da jurisdição de Roma, que a Igreja Ortodoxa não admite, pois ferem frontalmente a Sagrada Escritura e a Santa Tradição.

Existem, ainda, outras distinções, abaixo relacionadas em dois grupos básicos:

a) diferenças gerais; e

b) diferenças especiais.

Para termos uma ideia dessas diferenças, vejamos o seguinte esquema, de cuja leitura se infere uma possibilidade de superação, quando pairar acima das paixões o espírito de fraternidade que anima o trabalho dos verdadeiros cristãos.

Diferenças Gerais:

São dogmáticas, litúrgicas e disciplinares.

-A Igreja Ortodoxa só admite sete Concílios, enquanto a Romana adopta vinte.
-A Igreja Ortodoxa discorda da procedência do Espírito Santo do Pai e do Filho; unicamente do Pai é que admite.
-A Sagrada Escritura e a Santa Tradição representam o mesmo valor como fonte de Revelação, segundo a Igreja Ortodoxa. A Romana, no entanto, considera a Tradição mais importante que a Sagrada Escritura.
-A consagração do pão e do vinho, durante a missa, no Corpo e no Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, efectua-se pelo Prefácio, Palavra do Senhor e Epíclese, e não pelas expressões proferidas por Cristo na Última Ceia, como ensina a Igreja Romana.
-Em nenhuma circunstância, a Igreja Ortodoxa admite a infalibilidade do Bispo de Roma. Considera a infalibilidade uma prerrogativa de toda a Igreja e não de uma só pessoa.
-A Igreja Ortodoxa entende que as decisões de um Concílio Ecuménico são superiores às decisões do Papa de Roma ou de quaisquer hierarcas eclesiásticos.
-A Igreja Ortodoxa não concorda com a supremacia universal do direito do Bispo de Roma sobre toda a Igreja Cristã, pois considera todos os bispos iguais. Somente reconhece uma primazia de honra ou uma supremacia de facto (primus inter pares).
-A Virgem Maria, igual às demais criaturas, foi concebida em estado de pecado original. A Igreja Romana, por definição do papa Pio IX, no ano de 1854, proclamou como “dogma” de fé a Imaculada Concepção.
-A Igreja Ortodoxa rejeita a agregação do “Filioque,” aprovado pela Igreja de Roma, no Símbolo Niceno-Constantinopolitano.
-A Igreja Ortodoxa nega a existência do limbo e do purgatório.
-A Igreja Ortodoxa não admite a existência de um Juízo Particular para apreciar o destino das almas, logo após a morte, mas um só Juízo Universal.
-O Sacramento da Santa Unção pode ser ministrado várias vezes aos fiéis em caso de enfermidade corporal ou espiritual, e não somente nos momentos de agonia ou perigo de morte, como é praticado na Igreja Romana.
-Na Igreja Ortodoxa, o ministro habitual do Sacramento do Crisma é o Padre; na Igreja Romana, o Bispo, e só extraordinariamente, o Padre.
-A Igreja Ortodoxa não admite a existência de indulgências.
-No Sacramento do Matrimónio, o Ministro é o Padre e não os contraentes.
-Em casos excepcionais, ou por graves razões, a Igreja Ortodoxa acolhe a solução do divórcio.
-São distintas as concepções teológicas sobre religião, Igreja, Encarnação, Graça, imagens, escatologia, Sacramentos, culto dos Santos, infalibilidade, Estado religioso…

Diferenças especiais:

Além disso, subsistem algumas diferenças disciplinares ou litúrgicas que não transferem dogma à doutrina. São, nomeadamente, as seguintes:

1-Nos templos da Igreja Ortodoxa só se permitem ícones.
2-Os sacerdotes ortodoxos podem optar livremente entre o celibato e o casamento.
3-O baptismo é por imersão.
4-No Sacrifício Eucarístico, na Igreja Ortodoxa, usa-se pão com levedura; na Romana, sem levedura.
5-Os calendários ortodoxo e romano são diferentes, especialmente, quanto à Páscoa da Ressurreição.
6-A comunhão dos fiéis é efectuada com pão e vinho; na Romana, somente com pão.
7-Na Igreja Ortodoxa, não existem as devoções ao Sagrado Coração de Jesus, Corpus Christi, Via Crucis, Rosário, Cristo-Rei, Imaculado Coração de Maria e outras comemorações análogas.
😯 processo da canonização de um santo é diferente na Igreja Ortodoxa; nele, a maior parte do povo participa no reconhecimento do seu estado de santidade.
9-Existem, somente, três ordens menores na Igreja Ortodoxa: leitor, acólito e sub-diácono; na Romana, quatro: ostiário, leitor, exorcista e acólito.
10-O Santo Mirão e a Comunhão na Igreja Ortodoxa efectuam-se imediatamente após o Baptismo.
11-Na fórmula da absolvição dos pecados no Sacramento da Confissão, o sacerdote ortodoxo absolve não em seu próprio nome, mas em nome de Deus – “Deus te absolve de teus pecados”; na Romana, o sacerdote absolve em seu próprio nome, como representante de Deus – “Ego absolvo a peccatis tuis….”
12-A Ortodoxia não admite o poder temporal da Igreja; na Romana, é um dogma de fé tal doutrina.

Os Dez Mandamentos

A Santa Igreja Católica Apostólica Ortodoxa conservou os dez mandamentos da Lei de Deus na sua forma original, sem a menor alteração. O mesmo não sucedeu com o texto adoptado pela Igreja Católica Apostólica Romana, no qual os dez mandamentos foram arbitrariamente alterados, tendo sido totalmente eliminado o segundo mandamento e o último dividido em duas partes, formando dois mandamentos distintos. Esta alteração da Verdade constitui um dos maiores erros teológicos desde que a Igreja Romana cindiu a união da Santa Igreja Ortodoxa no século XI. Esta modificação nos dez mandamentos, introduzidos pelos papas romanos, foi motivada pelo Renascimento das artes. Os célebres escultores daquela época tiveram um amplo leque de actividades artísticas, originando obras de grande valor. Não obstante, as esculturas representando Deus, a Santíssima Virgem Maria, os santos e os anjos estavam em completo desacordo com o segundo mandamento de Deus. Havia, pois, duas alternativas, ou impedir a criação de estátuas ou suprimir o segundo mandamento. Os papas escolheram esta última solução, caindo em grave erro.

O que significa ser Ortodoxo

É ortodoxo quem pertence à sociedade dos fiéis cristãos que, unidos pela fé ortodoxa, seguem os ensinamentos e a doutrina da Igreja Ortodoxa e obedecem aos seus Pastores em tudo o que é concernente à Glória de Deus e à Salvação da alma.
É ortodoxo quem vive a fé e pratica as virtudes pregadas pela Igreja Ortodoxa, à qual passou a pertencer por meio do Baptismo ministrado por seus sacerdotes; quem assiste nas Igrejas Ortodoxas a todas as cerimónias, recebe os sacramentos, escuta a voz de Deus através dos pastores e empenha-se em viver do culto e da Graça derramada sobre todos os crentes.
É ortodoxo quem ama o Verdadeiro Deus e ama a Jesus Cristo e a Sua doutrina, conforme o ensina a Santa Igreja Católica Apostólica Ortodoxa.
Em outra ordem de considerações, é chamado ortodoxo aquele que crê rectamente (a palavra grega “ortodoxia” significa Doutrina Recta).

A fundação da Igreja Ortodoxa

Fundada por Cristo sobre a fé de seus doze Apóstolos, a Igreja Ortodoxa nasceu no ano 33 da era cristã, dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo apareceu aos Apóstolos reunidos no Cenáculo como línguas de fogo. A Igreja Cristã Ortodoxa nasceu com Cristo e seus Apóstolos e não com Fócio no ano 858, nem com Miguel Cerulário, em 1054, como equivocada e erroneamente alguns propagam.

A Igreja Ortodoxa surgiu na Palestina com Jesus Cristo, expandiu-se com os Apóstolos e edificou-se sobre o sangue dos mártires. Não teve a sua origem na Grécia ou noutra região ou país que não seja a Palestina. Ela não morre, porque vive e descansa em Cristo e tem a promessa divina de que existirá até o fim dos séculos. Em vão os seus inimigos e todos os corifeus da impiedade tentaram destruí-la, negá-la, perseguí-la. À semelhança de seu Divino Mestre e fundador Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja Ortodoxa, desde o seu nascimento, tem padecido e sofrido terríveis perseguições debaixo do jugo do Império romano, passando pelo muçulmano e turco, até nossos dias. O sangue de uma infinidade de mártires tem selado e provado ao mundo a sublimidade do seu amor, a perfeição e a veracidade da sua doutrina divina. Apesar de todas as campanhas, sempre subsistiu e triunfou. Vive e viverá eternamente em Cristo e, confiante, seguirá com Suas palavras: “Eu estarei convosco até a consumação dos séculos, e as portas do inferno não prevalecerão contra Ela.”

Foi na cidade de Antioquia onde os primeiros crentes em Jesus Cristo começaram a chamar-se, pela primeira vez, Cristãos, denominação que usamos até hoje (At XI,26). Logo após, a prédica cristã chegou até Roma, capital do Império Romano, onde o Apóstolo São Paulo formou a primeira comunidade cristã, constituída por várias famílias que ele enumera e saúda na sua Epístola aos Romanos, Capítulo XVI. Da cidade de Roma, o Evangelho foi propagado por todo o Ocidente e outras partes do mundo.

Os bispos exerciam a administração dos cristãos; aquele que mais autoridade tinha na sua região usava o título de Patriarca. Eram cinco os Patriarcas que o mundo cristão tinha nos primeiros séculos: o de Roma, o de Constantinopla, o de Alexandria, o de Antioquia e Jerusalém. Todos eles, com iguais direitos, eram independentes na administração das suas respectivas regiões e, iguais entre si, considerando-se o

primeiro entre iguais “primus inter pares,” o Patriarca de Roma, pela condição de ser a capital do Império (I Concílio Ecuménico, art. 6; II Concílio Ecuménico, art. 3; IV Concílio Ecuménico, art. 28; VI Concílio Ecuménico, art.36). A mais alta autoridade da Igreja Cristã era, e ainda continua a sê-lo, o Concílio Ecuménico, cujas decisões são obrigatórias para toda a Igreja.

O triunfo do Cristianismo teve lugar no terceiro século após a morte de Cristo, motivado pela paz decretada por Constantino, Imperador de Roma. Até então, o Cristianismo vivia nas catacumbas, locais onde eram celebrados todos os actos religiosos e se aprendia a religião de Cristo (Actos dos Apóstolos). Desde aquela era, a Igreja segue o seu caminho através do mundo, pregando a doutrina de Jesus Cristo.

A separação das Igrejas Ortodoxa e Romana

Em primeiro lugar devemos realçar que a Igreja Ortodoxa nunca se separou de nenhuma outra Igreja. Ela permanece em linha recta desde Nosso Senhor Jesus Cristo e seus Apóstolos. Jamais se afastou, através dos séculos, da autêntica e verdadeira doutrina ensinada pelo Divino Mestre. Dela separaram-se outras Igrejas, mas ela não se afastou nunca de ninguém ou da linha recta traçada por Jesus Cristo. A Igreja Ortodoxa é una, ontem, hoje e amanhã – é sempre a mesma. Cristo assinalou-lhe o caminho a seguir, e ela observou-o e cumpriu-o sem se afastar nunca do mandato de Cristo.

Triste e doloroso acontecimento na Igreja de Cristo foi a separação das Igrejas Ortodoxa e Romana, que por mil anos permaneceram unidas. São múltiplas e complexas as causas; psicológicas, políticas, culturais, disciplinares, litúrgicas e, até dogmáticas. Todavia, é bem certo e historicamente demonstrado que a separação definitiva não se processou com o Patriarca Fócio, no século IX, nem com o Patriarca Miguel Celurário, no século XI (1054). Apesar das divergências havidas entre ambas as Igrejas, principalmente a questão do Filioque e dos Búlgaros, a unidade foi mantida. Os Patriarcas Orientais e Ocidental permaneceram em comunhão, pelo menos parcial e, mesmo em Constantinopla, as Igrejas e mosteiros latinos continuaram a existir.

A divisão foi efectuada durante vários séculos. A origem desse facto histórico teve como verdadeira causa a pretensão de Carlos Magno (século VIII – ano 792) de contrair casamento com a Princesa Irene de Bizâncio e não conseguir seu objectivo. Ressentindo-se com a recusa, atacou os orientais, atribuindo-lhes erros que não tinham, nos livros chamados Carolinos, apoiado pelos teólogos da corte de Aix-la-Chapelle. Essa atitude prejudicou profundamente a vida entre ambas as Igrejas, não obstante haver o próprio Papa desaprovado a ocorrência.

A ruptura definitiva e verdadeira produziu-se na época das Cruzadas, que foram totalmente nefastas para as relações entre as duas partes da Cristandade. Os bispos orientais foram substituídos por latinos. O golpe de graça nos vestígios de unidade que ainda existiam foi dado, principalmente, pela famosa Quarta Cruzada, em 1198. A armada veneziana, que transportava os Cruzados para a Terra Santa, desviou-se até Constantinopla, e cercou a “Cidade Guardada por Deus.” Relíquias, museus, obras de arte, e tesouros bizantinos, saqueados pelos Cruzados para a Terra Santa, enriqueceram, inteiramente, todo o Ocidente. Até um patriarca veneziano, Tomás Marosini, se apossou do assento de Fócio, de acordo com o Papa Inocêncio III.

A mentalidade do século XX, mesmo no Ocidente, não pode deixar de recordar-se com profunda revolta e indignação, dos actos dos cruzados contra os fiéis da Ortodoxia neste infeliz Oriente, mormente em Constantinopla, no ano de 1204, quando lançaram o Imperador Alexe V do cume do Monte Touros, matando-o. Destituíram o Patriarca legalmente escolhido, João e, no seu lugar, colocaram um cidadão de nome Tomás Marosini. Em Antioquia, no ano de 1098, despojaram o Patriarca legítimo, João e, no seu lugar, colocaram um de nome Bernard. Em Jerusalém, compeliram o Patriarca legal, Simão, a afastar-se da Sé e substituíram-no por um chamado Dimper.

Os abusos dos cruzados devem ser considerados, no mínimo, actos de inimizade, além de violação do direito. Vieram ao Oriente, alegando a “salvação dos lugares santos das mãos dos muçulmanos árabes,” mas o objectivo era bem outro. Quando passaram por Constantinopla e a ocuparam na terça-feira, 13 de abril de 1204, depois de um cerco mortífero que durou sete meses, ficaram deslumbrados com sua civilização e riquezas, atacaram os seus habitantes, assaltaram os seus museus e lojas, roubaram os seus palácios e igrejas, destruíram a nobre cidade do Bósforo e incendiaram-na, depois de praticarem actos de rapina e pilhagem, não deixando nenhum objecto de valor ou utensílio de utilidade doméstica.

Os cruzados permaneceram em Constantinopla de 1204 a 1261, quando foram obrigados a evacuá-la, no dia 15 de agosto, festa da Assunção de Nossa Senhora, pelo General Alexe Estratigopolos, sob o governo do Imperador Miguel Paleólogos, que reconquistou a Capital. Depois, os cruzados foram definitivamente aniquilados na Palestina em 1291.

O cisma estava consumado e, apesar dos desejos e dos esforços conjugados nesse sentido, não houve nenhuma possibilidade de sanar a ruptura até ao dia de hoje. A esperança de união não conseguiu converter-se em feliz realidade, como todos apelavam. Essa ânsia motivou três concílios: de Bai, Apúlia, em 1098; de Leão, em 1274; e de Florença, entre 1438 e 1439. Infelizmente, porém, não se conseguiu, em nenhum deles, a ansiada união de todos os cristãos numa única Igreja, debaixo de uma só autoridade: Cristo. Somente Deus e as orações farão possível a união de ambas as Igrejas. Todos os esforços que se realizam actualmente em todo o mundo serão em vão e condenados ao fracasso se não se apoiarem na oração e no sacrifício. É necessário, inicialmente, que se eliminem e desapareçam totalmente os ataques, as pregações condenatórias e o tratamento de hereges e cismáticos prodigalizados, abundantemente, pela Igreja de Roma contra a Igreja Ortodoxa. (Após o último Concílio Ecuménico de Roma, cessaram os ataques contra a Igreja Ortodoxa e aos demais cristãos). É absolutamente imprescindível reconhecer que a Igreja Ortodoxa não é uma ovelha desgarrada que vive no erro e nas trevas. Pedimos a Deus para que as palavras de Cristo, “um só rebanho guiado por um só pastor,” sejam um dia, uma feliz realidade.

A Fidelidade Ortodoxa e a salvaguarda incólume da Fé

A Igreja Ortodoxa manteve sem acréscimos nem reduções a Lei que lhe foi confiada. Em três ocasiões, São Paulo recomendou ao discípulo Timóteo que mantivesse a fé, incólume e imaculada, tal como a recebera, dizendo-lhe:

“Eu te exorto diante de Deus… que guardes este mandamento sem mácula nem repreensão até a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo” (I: VI-13 e 14).
“Timóteo! Guarda o que te foi confiado, evitando conversas vãs e profanas e objecções da falsa ciência, a qual tendo alguns professado, se desviaram da fé” (I: VI-20 e 21).
“Conserva o modelo de sãs palavras que de mim ouviste na fé e no amor que há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito com o auxílio do Espírito Santo que habita em nós” (II: I-13 e 14).
Um comentador das Epístolas apresentou o seguinte conceito:

Quem recebe um depósito, cumpre restituí-lo à pessoa que lho confiou. Um depósito não é propriedade do depositário; este deve repô-lo, completo, sem reduções nem modificações. O depósito, que é a fé, é muito precioso por constituir o direito de Deus, revelado à humanidade. Cabe a todo crente e, especialmente, aos mestres, que sejam fiéis na guarda desse depósito e transmiti-lo incólume e sem alterações àqueles que lhes sucederão.

Timóteo, o discípulo dilecto do Apóstolo São Paulo que o sagrou Bispo de Éfeso, cidade situada no coração fervilhante da Anatólia, era igual aos primazes orientais, guardiães dos conselhos dos mestres, que os transmitiram aos sucessores sem nenhuma alteração. Os estudiosos da história do Oriente e os pesquisadores da verdade reconhecem que os homens do Oriente zelam com todo o rigor pelo que se lhes confia, mormente quando o objecto confiado é uma questão de fé, relacionada com o que representa as contas a serem prestadas no Dia do Julgamento.

Éfeso, que teve em Timóteo o seu primeiro bispo, permaneceu durante longo tempo como a vanguarda do cristianismo. Nela se realizou o VI Concílio Ecuménico. Os seus numerosos bispos contribuíram para a grandeza da Igreja, que deles se orgulha através dos séculos. O Bispo Marcos, um dos seus sábios prelados, de atitudes nobres e corajosas na defesa do cristianismo, compareceu ao Concílio de Florença, em 1439, batendo-se quase sozinho, sem medo e sem vacilação, com a maioria constituída de antagonistas, em defesa da fé confiada pelos seus antecessores.

O bispo Marcos não era, no Oriente, o único prelado íntegro e leal, zeloso pela pureza da fé; Como ele existiram numerosas e nobres personalidades. Assim, todas as deliberações dos Concílios Ecuménicos, arquivadas pela Igreja Ortodoxa, sem acréscimos ou reduções, foram a maior prova e o mais santo testemunho da conservação da fé, sã e intacta, na Igreja do Oriente.

Missionary Leaflet #

Holy Protection Russian Orthodox Church

2049 Argyle Ave. Los Angeles, California 90068

Editor: Bishop Alexander (Mileant)

Native Americans may become the largest ethnic group in the American Orthodox Church

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LATIN AMERICA OF MY HEART

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“NATIVE AMERICANS MAY BECOME

THE LARGEST ETHNIC GROUP IN THE AMERICAN ORTHODOX CHURCH.”

An interview with His Beatitude Jonah, Archbishop of Washington,

Metropolitan of All America and Canada

Source:

http://www.pravoslavie.ru/english/

http://www.pravoslavie.ru/english/33241.htm

ORTHODOX CHRISTIANITY

In early December of 2009, His Beatitude, Metropolitan Jonah of All America and Canada (Orthodox Church of America) visited Russia to celebrate the fifteenth anniversary of the OCA’s representation in Moscow. Correspondent Miguel Palacio took the opportunity to talk with Metropolitan Jonah about the OCA’s presence in Latin America.

– Your Beatitude, in which Latin America countries is the Orthodox Church in America represented?

– Our jurisdiction extends to Mexico. We used to have parishes in Argentina, Brazil, Peru, and Venezuela as well, but one of them joined the Russian Church Abroad, while others simply closed.

Several communities in Latin America want to join the American Orthodox Church. We would be happy to receive these faithful people, but there would be no one to take care of them because we have very few clergymen who speak Spanish or Portuguese.

One priest, who I hope will soon become a bishop, began a mission in Ecuador, in the city of Guayaquil, where there is a large Palestinian colony. Unfortunately, his good initiative has fizzled out. I have heard that many Palestinians also live in Central American countries, one of which is El Salvador. It is curious, but they do not go to the Antiochian parishes, and are requesting to be received under our omophorion.

The Constantinople and Antiochian Patriarchates prefer to pastor the Greek and Arab diasporas. We do not understand this. The Church should give pastoral care first of all to its local spiritual children. This is our principle in the Orthodox Church in America.

– When was the Mexican exarchate organized?

– The Mexican exarchate has existed since the 1970’s. At that time, the Bishop of the Mexican national Old Catholic Church, Jose (Cortez-y-Olmos), strengthened contact with our Church and became Orthodox, together with his entire community. Thanks to his labors, hundreds of Mexicans have become immersed in the Orthodox Faith.

Not long ago, five thousand Native Americans from twenty-three areas in the state of Veracruz were baptized into Orthodoxy. However, there is only one priest to serve that entire mass of people. In general, the Mexican exarchate has very few clergymen. They are all Mexican, including the ruling hierarch, Bishop Alejo (Pacheco-Vera).

– Have you ever been to Latin America?

– I have only visited Mexico. Now I am getting ready to visit Guatemala. A friend of mine lives there — Abbess Ines (Ayau Garcia), the superior of the Holy Trinity Convent, which is under the jurisdiction of the Antiochian Patriarchate.

In Guatemala, a group of thousands of people who would like to become Orthodox have attracted my attention. Most of them are Mayan. If we take these Guatemalans in, as well as other members of the native Latin American population, then Native Americans may become the largest ethnic group in the American Orthodox Church. I, personally, would be very happy about that.

– I see that you sympathize with the original inhabitants of the American continent…

– I have the warmest feelings for Native Americans. I studied anthropology in the university, and was drawn to the Mayan and Aztec cultures. These were enormous, amazing civilizations.

I like Latin America as a whole — its art, music, literature, and cuisine. Latin Americans love life; they are open and hospitable people. I grew up in California — one of the most Hispanic states in the U.S. I was able to learn some Spanish from my Mexican friends (although I speak Spanish poorly). The priest who united me to the Orthodox Church was a Mexican. His name was Fr. Ramon Merlos.

– What does missionary work amongst Native Americans in the U.S. have in common with that amongst those of Latin America?

– To be honest, I do not yet know… Our Church has missionary experience in Alaska, where one remarkable priest serves — Archpriest Michael Oleksa, an anthropologist. He is a Carpatho-Russian; his wife comes from the indigenous Yupiks. Fr. Michael wants to conduct a conference of Orthodox Native Americans of America. This would be an extremely interesting event.

When Fr. Michael was rector of the seminary, he invited the Guatemalan community that was thirsting for Orthodoxy to send two members to receive a theological education. The idea was, of course, a good one. But people who are accustomed to a tropical climate are not likely to endure the freezing temperatures of Alaska.

– Are there Latin Americans amongst your parishioners in the U.S.?

– Of course there are. In California, thirty-five percent of the population is Latin American, and the percentage is even larger in Texas. There are Latinos both amongst the flock and the clergy in our Church. Studying in St. Tikhon Seminary is a Mexican with Native Americans roots, named Abraham. He has the obedience of sub-deacon. One sub-deacon in San Francisco is Colombian. At the end of November, I blessed a new convent dedicated to the Nativity of Christ in Dallas, the superior of which is Brazilian.

– What, do you suppose, attracts Latin Americans to Orthodoxy?

– Latinos love our Liturgy and icons; they are captivated by the deep veneration of the Mother of God within the Orthodox Church.

I have to say that the Catholic Church is quickly losing its influence in Latin America, and the reason for this is its close association with the upper social classes. A significant portion of the poorer classes, which make up the majority of the region, have become disillusioned with the Catholic pastors, and have aligned themselves with protestants, Mormons, and other sectarians.

Metropolitan Andres (Giron), the head of the St. Basil the Great Order of White Clergy in Guatemala, used to be a Catholic priest. He saw that his Church leaders were oriented towards the wealthy; in the 1990’s he left the Catholic Church, because he wanted to work for the people. Not long ago, Fr. Andres said to me, “I am old and ailing. Please take my people into your Church for the sake of their salvation.” It would be hard to call his community Orthodox, but it is gradually coming to know Orthodox teachings, and partaking of the traditions of the Orthodox Church. Besides those in Guatemala, Bishop Andres has opened parishes in Los Angeles, San Francisco, and other U.S. cities where his countrymen have settled.

– Are you not afraid of some conflict with the Catholic Church? After all, Latin America is still considered the “largest diocese of the Vatican.”

– There will not be any conflict. The Catholic Church relates to Orthodoxy with loyalty. Furthermore, I see no little potential for collaboration with the Catholic Church, first of all in the struggle against sectarianism.

Interview by Miguel Palacio

21 / 12 / 2009

O QUE É AQUILO? – VÍDEO – Portuguese

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Portuguese articles – Português

GENESIS – BÍBLIA SAGRADA ╰⊰¸¸.•¨* Portuguese Bible Brazilian: NVI

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Gênesis – Bíblia Sagrada 

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Portuguese Bible Brazilian: NVI

MATEUS – BÍBLIA SAGRADA ╰⊰¸¸.•¨* Portuguese Bible Brazilian: NVI

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Mateus – Bíblia Sagrada

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Portuguese Bible Brazilian: NVI

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ORTHODOX CATHEDRAL OF SAO PAOLO, BRAZIL

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Sao Paolo, Brazil

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Orthodox Cathedral of Sao Paulo, Brazil

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The Orthodox Cathedral of Sao Paulo (Catedral Metropolitana Ortodoxa de Sao Paulo in Portuguese), is a Catholic cathedral of the Eastern Orthodox Church denomination.

The Orthodox Cathedral of Sao Paulo is located in the downtown area of the city of Sao Paulo, Brazil. It is next to the Paraiso metro subway station, where the green & blue subway lines meet, just before the start of Paulista Avenue.

The Catedral Ortodoxa de Sao Paulo was made by the Lebanese-Brazilian community, built in the 1940s and was inaugurated in 1954 for the 400th year anniversary of the city of Sao Paulo. The cathedral is an example of Byzantine architecture, inspired by the Hagia Sophia in Istanbul, Turkey.

The cathedral’s unique architecture with its golden dome is one of the landmarks of the city. The inside of the cathedral is beautifully decorated and features important paintings, stained glass windows that are considered works of art, rows of marbled columns that are Corinthian style and many images of saints throughout the church.

The cathedral is open to the public and tours of the church can be scheduled by phone. It is open between Monday and Friday from 09:00 to 18:00, Saturday from 10:00 to 13:00 and mass is on Sundays at 10:30.

Information:
Phone: (11) 5549.8146 / 5579.3835
Email: falecom@catedralortodoxa.com.br

Location
Orthodox Cathedral of Sao Paulo – Catedral Metropolitana Ortodoxa de Sao Paulo
Rua Vergueiro, 1515
Paraiso – Sao Paulo, SP – Brasil
Metro subway: Paraiso metro station at Line 1-Blue & Line 2-Green (See Metro subway map)

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https://www.google.com/maps/place/Catedral+Metropolitana+Ortodoxa/@-23.5756503,-46.6405858,3a,90y,88.7h,97.24t/data=!3m4!1e1!3m2!1smH93SpcXUYXFMEZuO53HAg!2e0!4m2!3m1!1s0x0:0x87ebc9ba6c479031?hl=en-US

GOOGLE MAPS

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Photos: Sao Paolo, Brazil

Source:

http://www.brazilmycountry.com/sao-paulo-attractions/orthodox-cathedral-of-sao-paulo/

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