A Ortodoxia – Em Fé Ortodoxa – Bispo Alexander ╰⊰¸¸.•¨* Portuguese

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ROMAN CATHOLICS OF MY HEART

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A Ortodoxia

 Em Fé Ortodoxa – Bispo Alexander

Fonte:

http://www.fatheralexander.org

http://ww.fatheralexander.org/page23.htm

http://www.fatheralexander.org/booklets/portuguese/a_ortodoxia.htm

EM FÉ ORTODOXA – BISPO ALEXANDER

É a autêntica religião cristã pregada pelo Nosso Senhor Jesus Cristo, transmitida pelos Apóstolos aos seus sucessores e aos fiéis e preservada zelosamente na sua pureza pela Igreja Ortodoxa através dos séculos.

É a doutrina certa e justa, compreendida, sem reduções nem acréscimos, nas Sagradas Escrituras, na Tradição e nos Sete Concílios Ecuménicos.

É a doutrina ensinada e pregada pela Igreja Ortodoxa para glorificar a Deus e salvar as almas, segundo a vontade de Cristo.

Chama-se ORTODOXIA a doutrina que observa os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, reverenciados e transmitidos pela Igreja Ortodoxa.

Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica

A Igreja Ortodoxa é a sociedade, baseada na fé dos doze Apóstolos, dos fiéis cristãos que obedecem aos pastores canónicos e vivem unidos pelos elos da Doutrina, das Leis de Deus, da Hierarquia divinamente instituída e da prática dos Sacramentos.

A Igreja Ortodoxa professa a Doutrina autêntica de Nosso Senhor Jesus Cristo, tal e qual nos foi revelada e exercida pelos Apóstolos no primeiro século da era cristã, na Palestina e nas cidades de Jerusalém, Damasco e Antioquia. Esta doutrina obedece aos mandamentos, procede de acordo com a vida da Graça que Cristo nos legou por Sua morte e edificou pelos sacramentos; crê na vida eterna, observa os ensinamentos dos Sete Concílios Ecuménicos e persiste estreitamente unida aos seus pastores, bispos e demais sacerdotes ortodoxos, continuadores em linha recta da obra dos Apóstolos. Reconhece como Chefe Único da Igreja, sem representantes ou legatários, Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos dirige, ensina e eleva. É depositária da Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo e prossegue em todo o mundo a Sua obra de amor e Salvação. Ensina as verdades nas quais devemos crer firmemente, os deveres que havemos de cumprir e os meios a aplicar para nos moralizar e santificar.

A Igreja Ortodoxa Oriental reúne as quatro características que distinguem a Verdadeira Igreja: Una, Santa, Católica e Apostólica. Durante vinte séculos, manteve inalteráveis os sacramentos, as próprias doutrinas e os mesmos pastores que são sucessores dos Apóstolos. A designação Ortodoxa procede do facto de ela crer e ensinar correctamente a doutrina do Cristo. Conservou-se exemplarmente na doutrina, desde a pregação de Nosso Senhor Jesus Cristo, até aos dias de hoje. A primazia de honra da Igreja é desempenhada pelo Patriarca Ecuménico de Constantinopla.

Deus prometeu à Sua Igreja a assistência do Espírito Santo e a Sua união com ela até a consumação dos séculos, a fim de não cair no erro nem falhar nos seus ensinamentos.

A Sagrada Escritura e a Santa Tradição

As fontes de onde se extrai a Fé Ortodoxa são: a Sagrada Escritura e a Santa Tradição.

A Sagrada Escritura é a Doutrina de Deus revelada ao género humano por intermédio dos patriarcas, dos profetas e dos apóstolos, e está consignada no Antigo e no Novo Testamentos.

Ao lermos a Sagrada Escritura, as palavras dos profetas e dos apóstolos penetram nos nossos corações como se fossem verdades proferidas pelos próprios lábios desses santos homens, apesar dos séculos e milénios decorridos desde a data do registro dessas obras divinas.

O mais antigo meio de divulgação da Revelação Divina foi a Santa Tradição. Desde os tempos do primeiro homem, Adão, até Moisés, não havia nenhuma Sagrada Escritura. Nosso Senhor Jesus Cristo, o próprio Salvador, transmitiu aos Apóstolos os seus divinos ensinamentos através de sermões e parábolas, e não por meio de livros. Assim, no começo, procederam os Santos Apóstolos que divulgaram, oralmente, as Verdades Divinas, edificando deste modo as bases da Santa Igreja. A razão do registro da Sagrada Escritura foi para conservar, de maneira precisa e inalterável, a Revelação Divina.

A Santa Tradição é o conjunto de verdades reveladas por Deus, mas não consignadas na Sagrada Escritura; são transmitidas oralmente de geração em geração. Hoje, encontramo-la divulgada, por escrito ou por símbolos, nos concílios, liturgias, costumes, monumentos, pinturas, leis eclesiásticas, bem como através de sentenças e epístolas ensinadas pelos Santos Pais da Igreja.

Em resumo, a Tradição Apostólica encontra-se manifestada:

a) nos Sete Concílios Ecuménicos;

b) nas Obras Cristãs dos Santos Pais da Igreja

c) no Símbolo dos Apóstolos;

d) no Símbolo Niceno-Constantinopolitano;

e) no Símbolo de Santo Anastácio;

f) na Liturgia da Igreja;

g) nos monumentos, pinturas e arqueologia cristãos;

h) nos livros simbólicos da Ortodoxia:

1 – a confissão ortodoxa de Pedro Moghila;
2 – a confissão ortodoxa de Dositeu, Patriarca de Jerusalém, 1672; e
3 – o catecismo de Filareto de Moscovo.
i) no magistério permanente da Igreja;

j) na legislação eclesiástica; e

l) nos costumes e usos cristãos.

Mesmo que tenhamos a Sagrada Escritura, devemos seguir a Santa Tradição, que está directamente ligada a ela e unida à Revelação Divina. A própria Sagrada Escritura no-lo ensina: “Então, irmãos, sede firmes e conservai as tradições que lhes foram ensinadas, seja por palavras, seja por epístolas” (Tes 2:15).

As diferenças Doutrinais entre a Igreja Ortodoxa e a Romana

A diferença fundamental é a questão da infalibilidade papal e a pretensa supremacia universal da jurisdição de Roma, que a Igreja Ortodoxa não admite, pois ferem frontalmente a Sagrada Escritura e a Santa Tradição.

Existem, ainda, outras distinções, abaixo relacionadas em dois grupos básicos:

a) diferenças gerais; e

b) diferenças especiais.

Para termos uma ideia dessas diferenças, vejamos o seguinte esquema, de cuja leitura se infere uma possibilidade de superação, quando pairar acima das paixões o espírito de fraternidade que anima o trabalho dos verdadeiros cristãos.

Diferenças Gerais:

São dogmáticas, litúrgicas e disciplinares.

-A Igreja Ortodoxa só admite sete Concílios, enquanto a Romana adopta vinte.
-A Igreja Ortodoxa discorda da procedência do Espírito Santo do Pai e do Filho; unicamente do Pai é que admite.
-A Sagrada Escritura e a Santa Tradição representam o mesmo valor como fonte de Revelação, segundo a Igreja Ortodoxa. A Romana, no entanto, considera a Tradição mais importante que a Sagrada Escritura.
-A consagração do pão e do vinho, durante a missa, no Corpo e no Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, efectua-se pelo Prefácio, Palavra do Senhor e Epíclese, e não pelas expressões proferidas por Cristo na Última Ceia, como ensina a Igreja Romana.
-Em nenhuma circunstância, a Igreja Ortodoxa admite a infalibilidade do Bispo de Roma. Considera a infalibilidade uma prerrogativa de toda a Igreja e não de uma só pessoa.
-A Igreja Ortodoxa entende que as decisões de um Concílio Ecuménico são superiores às decisões do Papa de Roma ou de quaisquer hierarcas eclesiásticos.
-A Igreja Ortodoxa não concorda com a supremacia universal do direito do Bispo de Roma sobre toda a Igreja Cristã, pois considera todos os bispos iguais. Somente reconhece uma primazia de honra ou uma supremacia de facto (primus inter pares).
-A Virgem Maria, igual às demais criaturas, foi concebida em estado de pecado original. A Igreja Romana, por definição do papa Pio IX, no ano de 1854, proclamou como “dogma” de fé a Imaculada Concepção.
-A Igreja Ortodoxa rejeita a agregação do “Filioque,” aprovado pela Igreja de Roma, no Símbolo Niceno-Constantinopolitano.
-A Igreja Ortodoxa nega a existência do limbo e do purgatório.
-A Igreja Ortodoxa não admite a existência de um Juízo Particular para apreciar o destino das almas, logo após a morte, mas um só Juízo Universal.
-O Sacramento da Santa Unção pode ser ministrado várias vezes aos fiéis em caso de enfermidade corporal ou espiritual, e não somente nos momentos de agonia ou perigo de morte, como é praticado na Igreja Romana.
-Na Igreja Ortodoxa, o ministro habitual do Sacramento do Crisma é o Padre; na Igreja Romana, o Bispo, e só extraordinariamente, o Padre.
-A Igreja Ortodoxa não admite a existência de indulgências.
-No Sacramento do Matrimónio, o Ministro é o Padre e não os contraentes.
-Em casos excepcionais, ou por graves razões, a Igreja Ortodoxa acolhe a solução do divórcio.
-São distintas as concepções teológicas sobre religião, Igreja, Encarnação, Graça, imagens, escatologia, Sacramentos, culto dos Santos, infalibilidade, Estado religioso…

Diferenças especiais:

Além disso, subsistem algumas diferenças disciplinares ou litúrgicas que não transferem dogma à doutrina. São, nomeadamente, as seguintes:

1-Nos templos da Igreja Ortodoxa só se permitem ícones.
2-Os sacerdotes ortodoxos podem optar livremente entre o celibato e o casamento.
3-O baptismo é por imersão.
4-No Sacrifício Eucarístico, na Igreja Ortodoxa, usa-se pão com levedura; na Romana, sem levedura.
5-Os calendários ortodoxo e romano são diferentes, especialmente, quanto à Páscoa da Ressurreição.
6-A comunhão dos fiéis é efectuada com pão e vinho; na Romana, somente com pão.
7-Na Igreja Ortodoxa, não existem as devoções ao Sagrado Coração de Jesus, Corpus Christi, Via Crucis, Rosário, Cristo-Rei, Imaculado Coração de Maria e outras comemorações análogas.
😯 processo da canonização de um santo é diferente na Igreja Ortodoxa; nele, a maior parte do povo participa no reconhecimento do seu estado de santidade.
9-Existem, somente, três ordens menores na Igreja Ortodoxa: leitor, acólito e sub-diácono; na Romana, quatro: ostiário, leitor, exorcista e acólito.
10-O Santo Mirão e a Comunhão na Igreja Ortodoxa efectuam-se imediatamente após o Baptismo.
11-Na fórmula da absolvição dos pecados no Sacramento da Confissão, o sacerdote ortodoxo absolve não em seu próprio nome, mas em nome de Deus – “Deus te absolve de teus pecados”; na Romana, o sacerdote absolve em seu próprio nome, como representante de Deus – “Ego absolvo a peccatis tuis….”
12-A Ortodoxia não admite o poder temporal da Igreja; na Romana, é um dogma de fé tal doutrina.

Os Dez Mandamentos

A Santa Igreja Católica Apostólica Ortodoxa conservou os dez mandamentos da Lei de Deus na sua forma original, sem a menor alteração. O mesmo não sucedeu com o texto adoptado pela Igreja Católica Apostólica Romana, no qual os dez mandamentos foram arbitrariamente alterados, tendo sido totalmente eliminado o segundo mandamento e o último dividido em duas partes, formando dois mandamentos distintos. Esta alteração da Verdade constitui um dos maiores erros teológicos desde que a Igreja Romana cindiu a união da Santa Igreja Ortodoxa no século XI. Esta modificação nos dez mandamentos, introduzidos pelos papas romanos, foi motivada pelo Renascimento das artes. Os célebres escultores daquela época tiveram um amplo leque de actividades artísticas, originando obras de grande valor. Não obstante, as esculturas representando Deus, a Santíssima Virgem Maria, os santos e os anjos estavam em completo desacordo com o segundo mandamento de Deus. Havia, pois, duas alternativas, ou impedir a criação de estátuas ou suprimir o segundo mandamento. Os papas escolheram esta última solução, caindo em grave erro.

O que significa ser Ortodoxo

É ortodoxo quem pertence à sociedade dos fiéis cristãos que, unidos pela fé ortodoxa, seguem os ensinamentos e a doutrina da Igreja Ortodoxa e obedecem aos seus Pastores em tudo o que é concernente à Glória de Deus e à Salvação da alma.
É ortodoxo quem vive a fé e pratica as virtudes pregadas pela Igreja Ortodoxa, à qual passou a pertencer por meio do Baptismo ministrado por seus sacerdotes; quem assiste nas Igrejas Ortodoxas a todas as cerimónias, recebe os sacramentos, escuta a voz de Deus através dos pastores e empenha-se em viver do culto e da Graça derramada sobre todos os crentes.
É ortodoxo quem ama o Verdadeiro Deus e ama a Jesus Cristo e a Sua doutrina, conforme o ensina a Santa Igreja Católica Apostólica Ortodoxa.
Em outra ordem de considerações, é chamado ortodoxo aquele que crê rectamente (a palavra grega “ortodoxia” significa Doutrina Recta).

A fundação da Igreja Ortodoxa

Fundada por Cristo sobre a fé de seus doze Apóstolos, a Igreja Ortodoxa nasceu no ano 33 da era cristã, dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo apareceu aos Apóstolos reunidos no Cenáculo como línguas de fogo. A Igreja Cristã Ortodoxa nasceu com Cristo e seus Apóstolos e não com Fócio no ano 858, nem com Miguel Cerulário, em 1054, como equivocada e erroneamente alguns propagam.

A Igreja Ortodoxa surgiu na Palestina com Jesus Cristo, expandiu-se com os Apóstolos e edificou-se sobre o sangue dos mártires. Não teve a sua origem na Grécia ou noutra região ou país que não seja a Palestina. Ela não morre, porque vive e descansa em Cristo e tem a promessa divina de que existirá até o fim dos séculos. Em vão os seus inimigos e todos os corifeus da impiedade tentaram destruí-la, negá-la, perseguí-la. À semelhança de seu Divino Mestre e fundador Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja Ortodoxa, desde o seu nascimento, tem padecido e sofrido terríveis perseguições debaixo do jugo do Império romano, passando pelo muçulmano e turco, até nossos dias. O sangue de uma infinidade de mártires tem selado e provado ao mundo a sublimidade do seu amor, a perfeição e a veracidade da sua doutrina divina. Apesar de todas as campanhas, sempre subsistiu e triunfou. Vive e viverá eternamente em Cristo e, confiante, seguirá com Suas palavras: “Eu estarei convosco até a consumação dos séculos, e as portas do inferno não prevalecerão contra Ela.”

Foi na cidade de Antioquia onde os primeiros crentes em Jesus Cristo começaram a chamar-se, pela primeira vez, Cristãos, denominação que usamos até hoje (At XI,26). Logo após, a prédica cristã chegou até Roma, capital do Império Romano, onde o Apóstolo São Paulo formou a primeira comunidade cristã, constituída por várias famílias que ele enumera e saúda na sua Epístola aos Romanos, Capítulo XVI. Da cidade de Roma, o Evangelho foi propagado por todo o Ocidente e outras partes do mundo.

Os bispos exerciam a administração dos cristãos; aquele que mais autoridade tinha na sua região usava o título de Patriarca. Eram cinco os Patriarcas que o mundo cristão tinha nos primeiros séculos: o de Roma, o de Constantinopla, o de Alexandria, o de Antioquia e Jerusalém. Todos eles, com iguais direitos, eram independentes na administração das suas respectivas regiões e, iguais entre si, considerando-se o

primeiro entre iguais “primus inter pares,” o Patriarca de Roma, pela condição de ser a capital do Império (I Concílio Ecuménico, art. 6; II Concílio Ecuménico, art. 3; IV Concílio Ecuménico, art. 28; VI Concílio Ecuménico, art.36). A mais alta autoridade da Igreja Cristã era, e ainda continua a sê-lo, o Concílio Ecuménico, cujas decisões são obrigatórias para toda a Igreja.

O triunfo do Cristianismo teve lugar no terceiro século após a morte de Cristo, motivado pela paz decretada por Constantino, Imperador de Roma. Até então, o Cristianismo vivia nas catacumbas, locais onde eram celebrados todos os actos religiosos e se aprendia a religião de Cristo (Actos dos Apóstolos). Desde aquela era, a Igreja segue o seu caminho através do mundo, pregando a doutrina de Jesus Cristo.

A separação das Igrejas Ortodoxa e Romana

Em primeiro lugar devemos realçar que a Igreja Ortodoxa nunca se separou de nenhuma outra Igreja. Ela permanece em linha recta desde Nosso Senhor Jesus Cristo e seus Apóstolos. Jamais se afastou, através dos séculos, da autêntica e verdadeira doutrina ensinada pelo Divino Mestre. Dela separaram-se outras Igrejas, mas ela não se afastou nunca de ninguém ou da linha recta traçada por Jesus Cristo. A Igreja Ortodoxa é una, ontem, hoje e amanhã – é sempre a mesma. Cristo assinalou-lhe o caminho a seguir, e ela observou-o e cumpriu-o sem se afastar nunca do mandato de Cristo.

Triste e doloroso acontecimento na Igreja de Cristo foi a separação das Igrejas Ortodoxa e Romana, que por mil anos permaneceram unidas. São múltiplas e complexas as causas; psicológicas, políticas, culturais, disciplinares, litúrgicas e, até dogmáticas. Todavia, é bem certo e historicamente demonstrado que a separação definitiva não se processou com o Patriarca Fócio, no século IX, nem com o Patriarca Miguel Celurário, no século XI (1054). Apesar das divergências havidas entre ambas as Igrejas, principalmente a questão do Filioque e dos Búlgaros, a unidade foi mantida. Os Patriarcas Orientais e Ocidental permaneceram em comunhão, pelo menos parcial e, mesmo em Constantinopla, as Igrejas e mosteiros latinos continuaram a existir.

A divisão foi efectuada durante vários séculos. A origem desse facto histórico teve como verdadeira causa a pretensão de Carlos Magno (século VIII – ano 792) de contrair casamento com a Princesa Irene de Bizâncio e não conseguir seu objectivo. Ressentindo-se com a recusa, atacou os orientais, atribuindo-lhes erros que não tinham, nos livros chamados Carolinos, apoiado pelos teólogos da corte de Aix-la-Chapelle. Essa atitude prejudicou profundamente a vida entre ambas as Igrejas, não obstante haver o próprio Papa desaprovado a ocorrência.

A ruptura definitiva e verdadeira produziu-se na época das Cruzadas, que foram totalmente nefastas para as relações entre as duas partes da Cristandade. Os bispos orientais foram substituídos por latinos. O golpe de graça nos vestígios de unidade que ainda existiam foi dado, principalmente, pela famosa Quarta Cruzada, em 1198. A armada veneziana, que transportava os Cruzados para a Terra Santa, desviou-se até Constantinopla, e cercou a “Cidade Guardada por Deus.” Relíquias, museus, obras de arte, e tesouros bizantinos, saqueados pelos Cruzados para a Terra Santa, enriqueceram, inteiramente, todo o Ocidente. Até um patriarca veneziano, Tomás Marosini, se apossou do assento de Fócio, de acordo com o Papa Inocêncio III.

A mentalidade do século XX, mesmo no Ocidente, não pode deixar de recordar-se com profunda revolta e indignação, dos actos dos cruzados contra os fiéis da Ortodoxia neste infeliz Oriente, mormente em Constantinopla, no ano de 1204, quando lançaram o Imperador Alexe V do cume do Monte Touros, matando-o. Destituíram o Patriarca legalmente escolhido, João e, no seu lugar, colocaram um cidadão de nome Tomás Marosini. Em Antioquia, no ano de 1098, despojaram o Patriarca legítimo, João e, no seu lugar, colocaram um de nome Bernard. Em Jerusalém, compeliram o Patriarca legal, Simão, a afastar-se da Sé e substituíram-no por um chamado Dimper.

Os abusos dos cruzados devem ser considerados, no mínimo, actos de inimizade, além de violação do direito. Vieram ao Oriente, alegando a “salvação dos lugares santos das mãos dos muçulmanos árabes,” mas o objectivo era bem outro. Quando passaram por Constantinopla e a ocuparam na terça-feira, 13 de abril de 1204, depois de um cerco mortífero que durou sete meses, ficaram deslumbrados com sua civilização e riquezas, atacaram os seus habitantes, assaltaram os seus museus e lojas, roubaram os seus palácios e igrejas, destruíram a nobre cidade do Bósforo e incendiaram-na, depois de praticarem actos de rapina e pilhagem, não deixando nenhum objecto de valor ou utensílio de utilidade doméstica.

Os cruzados permaneceram em Constantinopla de 1204 a 1261, quando foram obrigados a evacuá-la, no dia 15 de agosto, festa da Assunção de Nossa Senhora, pelo General Alexe Estratigopolos, sob o governo do Imperador Miguel Paleólogos, que reconquistou a Capital. Depois, os cruzados foram definitivamente aniquilados na Palestina em 1291.

O cisma estava consumado e, apesar dos desejos e dos esforços conjugados nesse sentido, não houve nenhuma possibilidade de sanar a ruptura até ao dia de hoje. A esperança de união não conseguiu converter-se em feliz realidade, como todos apelavam. Essa ânsia motivou três concílios: de Bai, Apúlia, em 1098; de Leão, em 1274; e de Florença, entre 1438 e 1439. Infelizmente, porém, não se conseguiu, em nenhum deles, a ansiada união de todos os cristãos numa única Igreja, debaixo de uma só autoridade: Cristo. Somente Deus e as orações farão possível a união de ambas as Igrejas. Todos os esforços que se realizam actualmente em todo o mundo serão em vão e condenados ao fracasso se não se apoiarem na oração e no sacrifício. É necessário, inicialmente, que se eliminem e desapareçam totalmente os ataques, as pregações condenatórias e o tratamento de hereges e cismáticos prodigalizados, abundantemente, pela Igreja de Roma contra a Igreja Ortodoxa. (Após o último Concílio Ecuménico de Roma, cessaram os ataques contra a Igreja Ortodoxa e aos demais cristãos). É absolutamente imprescindível reconhecer que a Igreja Ortodoxa não é uma ovelha desgarrada que vive no erro e nas trevas. Pedimos a Deus para que as palavras de Cristo, “um só rebanho guiado por um só pastor,” sejam um dia, uma feliz realidade.

A Fidelidade Ortodoxa e a salvaguarda incólume da Fé

A Igreja Ortodoxa manteve sem acréscimos nem reduções a Lei que lhe foi confiada. Em três ocasiões, São Paulo recomendou ao discípulo Timóteo que mantivesse a fé, incólume e imaculada, tal como a recebera, dizendo-lhe:

“Eu te exorto diante de Deus… que guardes este mandamento sem mácula nem repreensão até a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo” (I: VI-13 e 14).
“Timóteo! Guarda o que te foi confiado, evitando conversas vãs e profanas e objecções da falsa ciência, a qual tendo alguns professado, se desviaram da fé” (I: VI-20 e 21).
“Conserva o modelo de sãs palavras que de mim ouviste na fé e no amor que há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito com o auxílio do Espírito Santo que habita em nós” (II: I-13 e 14).
Um comentador das Epístolas apresentou o seguinte conceito:

Quem recebe um depósito, cumpre restituí-lo à pessoa que lho confiou. Um depósito não é propriedade do depositário; este deve repô-lo, completo, sem reduções nem modificações. O depósito, que é a fé, é muito precioso por constituir o direito de Deus, revelado à humanidade. Cabe a todo crente e, especialmente, aos mestres, que sejam fiéis na guarda desse depósito e transmiti-lo incólume e sem alterações àqueles que lhes sucederão.

Timóteo, o discípulo dilecto do Apóstolo São Paulo que o sagrou Bispo de Éfeso, cidade situada no coração fervilhante da Anatólia, era igual aos primazes orientais, guardiães dos conselhos dos mestres, que os transmitiram aos sucessores sem nenhuma alteração. Os estudiosos da história do Oriente e os pesquisadores da verdade reconhecem que os homens do Oriente zelam com todo o rigor pelo que se lhes confia, mormente quando o objecto confiado é uma questão de fé, relacionada com o que representa as contas a serem prestadas no Dia do Julgamento.

Éfeso, que teve em Timóteo o seu primeiro bispo, permaneceu durante longo tempo como a vanguarda do cristianismo. Nela se realizou o VI Concílio Ecuménico. Os seus numerosos bispos contribuíram para a grandeza da Igreja, que deles se orgulha através dos séculos. O Bispo Marcos, um dos seus sábios prelados, de atitudes nobres e corajosas na defesa do cristianismo, compareceu ao Concílio de Florença, em 1439, batendo-se quase sozinho, sem medo e sem vacilação, com a maioria constituída de antagonistas, em defesa da fé confiada pelos seus antecessores.

O bispo Marcos não era, no Oriente, o único prelado íntegro e leal, zeloso pela pureza da fé; Como ele existiram numerosas e nobres personalidades. Assim, todas as deliberações dos Concílios Ecuménicos, arquivadas pela Igreja Ortodoxa, sem acréscimos ou reduções, foram a maior prova e o mais santo testemunho da conservação da fé, sã e intacta, na Igreja do Oriente.

Missionary Leaflet #

Holy Protection Russian Orthodox Church

2049 Argyle Ave. Los Angeles, California 90068

Editor: Bishop Alexander (Mileant)

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Spørsmål og Svar av Fader Serafim Rose, California, USA (+1982) ╰⊰¸¸.•¨* Norwegian

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ORTHODOXY OF MY HEART

Spørsmål og Svar 

av Fader Serafim Rose, California, USA (+1982)

Spørsmål: Kunne du ha sagt litt om Helligånden i den ortodokse lære og, i den sammenheng, synet på ikke-ortodokse sakramenter – om Helligånden er til stede i dem?

Svar: Vår Herre Jesus Kristus sendte ned Helligånden på pinsedagen, 50 dager etter Hans oppstandelse, 10 dager etter Han selv fór opp til himmelen, for å bli hos Kirken helt til tidens ende. Historisk sett, var det én Kirke Han grunnla.

Det har hendt i disse tider at folk har henvendt seg til historie for å finne denne Kirken. Ta, for eksempel, historien om Kirken i Uganda. På 1920 tallet, studerte to unge seminarister fra Uganda ved en anglikansk presteskole og begynte å se at den lære de ble gitt der ikke var den samme lære de fant i kirkefedrene. De begynte derfor å tenke at romersk-katolisismen måtte være svaret – at dette måtte være den oldtidlige Kirke. I ”jakten på den sanne, oldtidskirken” (som de kalte den), dro de for å studere ved en romersk-katolsk presteskole og igjen så at den lære de mottok der var noe annet en de gamle kirkefedrenes. De begynte å si, ”Hvis sannheten kan endres slik, hvor er da Kristi sannhet?” Og da hørte de om den ortodokse tro og gikk gjennom all slags strev for å finne ut hvor den var. Først fant de noen som kalte seg selv ortodoks men som var en sjarlatan, og delte ut det han kalte sakramenter. Når en gresk lekmann fortalte dem at det var noe ”rart” ved ham, så de dette, omvendte seg, og startet søket på nytt. Den første ortodokse biskopen de traff var ikke en spesielt god biskop, og sa, ”Å, det er ikke noe å bry seg om. Alle religioner er like, dra tilbake til anglikanerne.” Men de lot ikke dette fraråde dem. Til slutt fant de en ortodoks biskop som lærte det han skulle, og de ble ortodokse. I dag sprer Kirken seg gjennom Afrika: gjennom Uganda, Kenya, Zimbabwe, Tanzania, osv. Vi har til og med opptak av gudstjenestene deres, som er veldig imponerende. De har tatt bysantinsk, gresk, sang og, uten å prøve å endre den (de synger bare på deres egen måte, på deres eget språk), høres den veldig ærverdig ut, med en lokal afrikansk variant. De gjorde med bysantinsk sang det samme grekerne gjorde når de fikk den hebraiske.

Så disse afrikanerne søkte historien og fant ut at det er én Kirke som kommer ned til oss direkte fra Kristus og lærer det som ble holdt i oldtiden: den ortodokse Kirke. Fra et historisk perspektiv, kan du også se at de andre kirkene har gått bort fra dette: romersk-katolisismen først i det 11. århundre, når spørsmålet om pavens plass i Kirken endelig kom opp for alvor, og paven ikke godtok det ortodokse svaret, og tok hele vestkirken med seg.

Til denne dag, handler Helligånden i den ortodokse Kirke. I de fleste vestlige, protestantiske grupper, kalles det de har sjeldent for sakramenter, så du hadde kanskje ikke sett etter Helligåndens nåde i noe de heller ikke selv anser som sakramenter. Romersk-katolikker, så klart, og noen få andre grupper ser på seg selv som å ha sakramenter. Selv hadde jeg sagt at de sanne sakramenter, i den forstand at Kristus innstiftet dem, finnes kun i den ortodokse kirke: og de som bruker navnet på sakramenter, prøver å gjøre det beste de kan med dem – det er noe mellom sjelen og Gud, og det Gud ønsker å gjøre med den sjelen – det er Hans affære. Kanskje det er mer enn noe psykologisk; jeg vet ikke – det må Gud bestemme. Men hjelpemidlene Han innstiftet i Kirken har kommet ned til oss i dag i den ortodokse Kirke. Man kan faktisk se ved historisk undersøkelse at vi gjør det som ble gjort i oldtidskirken. Filip, for eksempel, tok den etiopiske hoffmannen ned til elven og døpte ham på akkurat samme måte som det vi gjør: tre neddykkelser i Treenighetens navn, Fader, Sønn og Hellig Ånd. Det er derfor ortodoksien er kjent for å være så ”gammeldags”: vi beholder de gammeldagse måtene som kom ned til oss fra Kristus, apostlene og Kirkens tidlige fedre.

Spørsmål: Kan du si noe om det ortodokse synet på ikke-kristne religioner?

Svar: Kristus kom for å opplyse menneskeligheten. Det er mange religioner utenfor Hans åpenbaring der tilhengerne er alvorlige – ikke bare djeveldyrkere – og der sjelen virkelig prøver å finne Gud. Jeg vil si at, før disse menneskene hører om Kristus, er disse religionene greie så langt de rekker, men de kan aldri føre deg til målet. Målet er det evige liv og himmelens rike, og Gud kom i kjødet for å åpne dette for oss. Derfor er kristendommen sann; du kan peke på de forskjellige sammenlignbare deler av sannheten i andre religioner, og de er ofte veldig dype, men de åpner ikke himmelen. Bare når Kristus kom til jorden og sa til røveren, ”Du vil være med Meg i Paradis,” ble himmelen åpnet for mennesker.

Spørsmål: Så har de som ikke har hørt om Kristus ingen tilgang til sannheten?

Svar: De som aldri har hørt om Kristus? – det må Gud bestemme. I det Gamle Testament hadde ingen hørt om Kristus heller, og så kom Kristus, og forkynte for dem i dødsriket. Også Hl. Johannes Døperen, som vi tror kom til dødsriket først, før Kristus, og forkynte at Kristus skulle komme dit for å frigjøre alle som ønsket å bli frigjort, som ønsket å tro på Ham. Så Gud kan åpne sannheten for dem som ikke hadde en sjanse til å høre: dvs. som ikke fornektet Evangeliet men ikke hørte det. Men så snart du mottar åpenbaringen, da har du mye større ansvar enn alle andre. Noen som mottar åpenbaringen om at Gud har kommet i kjød og deretter ikke lever i samsvar med den – det er mye verre for ham enn for noen hedensk prest eller slikt.

Oversatt fra Fr. Seraphim Rose, God’s Revelation to the Human Heart, Platina, CA: St. Herman of Alaska Brotherhood, 1997, s.39-42

Kilde:

http://www.norsk-ortodoks.com

http://www.norsk-ortodoks.com/2013/06/sprsmal-og-svar.html

DEN ORTODOKSE KATOLSKE KIRKE

Link: St Sabbas the Sanctified Orthodox Monastery in Harper Woods, Michigan, USA

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http://stsabbas.org

St Sabbas the Sanctified Orthodox Monastery

in Harper Woods, Michigan, USA

St. Sabbas the Sanctified Orthodox Monastery
18745 Old Homestead Dr
Harper Woods, Michigan 48225

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Predigt über die Gnade des Schächers – Hl. Johannes Maximowitsch (+1966) ╰⊰¸¸.•¨* German

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ST JOHN MAXIMOVITCH OF SAN FRANCISCO

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Hl. Johannes Maximowitsch

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Predigt über die Gnade des Schächers

Hl. Johannes Maximowitsch (+1966)

Quelle:

http://www.orthodoxie-in-deutschland.de

ORTHODOXIE IN DEUTSCHLAND

“Einer der gehängten Verbrecher lästerte Ihn und sagte: «Bist Du nicht der Messias? Dann hilf Dir selbst und uns!» Der andere aber wies ihn zurecht und sagte: «Hast du nicht einmal Furcht vor Gott, der du das gleiche Gericht erleidest? Wir leiden zu Recht, denn wir empfangen, was unsere Taten verdienen: Dieser aber hat nichts Unrechtes getan. Und er sprach zu Jesus: «Gedenke meiner, wenn Du in Dein Reich kommst!» Er erwiderte ihm: «Wahrlich, ich sage dir, heute noch wirst du mit mir im Paradiese sein!” (Luk 23,39-43)

So berichtet der heilige Evangelist Lukas über die Bekehrung und Begnadigung des Schächers durch Christus, der neben Ihm am Kreuz auf Golgatha gehängt wurde.

Womit hat sich der Schächer eine solche Gnade erworben? Wie bewirkte er eine so schnelle und entschiedene Antwort des Herrn? In der Hölle befanden sich noch alle alttestamentlichen Gerechten, einschließlich des Heiligen Johannes des Vorläufers. In die Hölle zu gehen bereitete sich der Herr selbst vor, natürlich nicht , um dort zu leiden, sondern um die dort Gefangenen herauszuführen.

Noch keinem hatte der Herr bisher verkündet, ihn in das Himmelreich zu führen, selbst den Aposteln verkündete Er nur, daß Er sie in Seine Wohnungen aufnehmen werde, wenn sie bereitet sind. Weshalb erlangte der Schächer vor allen anderen die Gnade? Warum öffneten sich ihm so rasch die Tore des Paradieses? Versetzen wir uns in den Seelenzustand des Schächers und in die ihn umgebende Lage. Sein ganzes Leben verbrachte er mit Raub und Verbrechen. Aber anscheinend starb in ihm nicht das Gewissen und in der Tiefe seiner Seele blieb etwas Gutes. Die Überlieferung sagt sogar, daß er eben jener Räuber war, dem zur Zeit der Flucht Christi nach Ägypten das wunderschöne Kind leid tat, so daß er nicht zuließ, daß Es seine Genossen töteten, die zusammen mit ihm die nach Ägypten fliehende Familie überfallen hatten. Erinnerte er sich nun vielleicht, als er das Antlitz des Allerhöchsten neben sich am Kreuz betrachtete? Aber sei es so gewesen oder auch nicht, auf alle Fälle weckte der Anblick Christi des Schächers Gewissen. Er hing jetzt neben einem Gerechten “dem Schönsten und Besten aller Menschensöhne”, welcher zu diesem Zeitpunkt “ohne Ansehen und kleiner als alle Continue reading “Predigt über die Gnade des Schächers – Hl. Johannes Maximowitsch (+1966) ╰⊰¸¸.•¨* German”

The explosive growth of Orthodoxy in Guatemala

https://americaofmyheart.wordpress.com

http://latinamericaofmyheart.wordpress.com

LATIN AMERICA OF MY HEART

AMERICA OF MY HEART

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The explosive growth of Orthodoxy in Guatemala

Source:

http://journeytoorthodoxy.comHERE

JOURNEY TO ORTHODOXY

Whenever someone speaks of “American Orthodoxy,” there is usually an unspoken understanding that the term refers to North American Orthodoxy: the United States, Canada, and sometimes Mexico. This way of speaking is indeed convenient, considering that the majority of Orthodox parishes in the Western Hemisphere are still located in North America. However, in the past few years a great change has occurred in Latin America that makes it increasingly inaccurate to focus on North America as the western outpost of Orthodoxy. Just two years ago, in 2010, the Orthodox Church received a large group of Guatemalan converts numbering in the hundreds of thousands. Now Guatemala, and possibly all of Latin America, holds tremendous promise of becoming fertile ground for the Orthodox Christian Church.

The seed of Orthodoxy in Guatemala was planted by the nuns of the Hogar Rafael Ayau, an Orthodox orphanage in Guatemala City. Many people are familiar with the incredible work of Mother Inés, Mother Ivonne, and Mother María. In fact, just this year a group of seminarians from St. Vladimir’s Seminary traveled with the seminary Chancellor/CEO Archpriest Chad Hatfield to see the work of the nuns and to assist at the orphanage. It is through these nuns that the Guatemalan soil was first prepared for the Orthodox Church.

Now, with the recent chrismation of a new group of Guatemalan converts that numbers between 100,000 and 200,000, the Orthodox Church is ready to blossom in Guatemala. The magnitude of the event cannot be overstated. Almost overnight, Guatemala has become the most Orthodox country in the Western Hemisphere (by percentage of national population). Furthermore, the Orthodox communities in Guatemala continue to grow rapidly and attract attention throughout Guatemala. There is still, however, little information available to the broader Orthodox world on the history and character of these new communities. For this reason, I traveled to Guatemala this summer, spending two months visiting many of the Orthodox parishes, meeting the leaders of the communities, and accompanying the bishop of the Guatemalan Church—His Eminence, Metropolitan Athenagoras—as he made his historic first visit to the new parishes in Guatemala. I returned to the United States with the desire to share what I saw and the conviction that the Holy Spirit is at work with power in Latin America…

Η ένταξη της “Εκκλησίας των Χίπις” στην Ορθόδοξη Εκκλησία με τη βοήθεια του π. Seraphim Rose της Platina της California, ΗΠΑ (+1982)

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FAITHBOOK – ORTHODOXY

Η ένταξη της “Εκκλησίας των Χίπις” στην Ορθόδοξη Εκκλησία με τη βοήθεια του π. Seraphim Rose της Platina της California, ΗΠΑ (+1982)

… Το 1979 ο πάστορας Μάριον Κάρντοζα, που συνδέθηκε με το Ευαγγελικό Ορθόδοξο Κίνημα, άρχισε να γράφει στον π. Σεραφείμ συγκινητικές επιστολές εκφράζοντας την επιθυμία του να εισέλθει πιο βαθιά στην Ορθοδοξία.

Εκείνη την περίοδο η εκκλησία του, που ήταν κοντά στο Σάντα Κρουζ της Καλιφόρνιας – ονομαζόμενη «Εκκλησία των χίπις» επειδή περιελάμβανε νέους αναζητητές με κουλτούρα «αντικοινωνική – περιθωριακή» – δεν είχε γίνει δεκτή από την κανονική Ορθόδοξη Εκκλησία και, στην πραγματικότητα, δεν είχε σχεδόν καμιά επαφή με την παραδοσιακή Ορθοδοξία και τον μοναχισμό της.

Τον Αύγουστο του 1980 ο π. Σεραφείμ έγραψε στον πάστορα Κάρντοζα προκειμένου να βρεθούν από κοντά:

“Έχω λάβει τη δεύτερη επιστολή σας και έχω πολύ συγκινηθεί από το επείγον της επιθυμίας σας να βρείτε τις αληθινές ρίζες του Χριστιανισμού… Είθε ο Θεός να ανταμείψει την αναζήτηση από σας της αληθινής Ορθοδοξίας. Ο ίδιος τη βρήκα είκοσι χρόνια πριν, μετά από μια άκαρπη περιπλάνηση στις ασιατικές θρησκείες, και δεν αμφιβάλλω ποτέ ότι αυτή είναι η αληθινή Εκκλησία που θεμελιώθηκε από τον Κύριό μας Ιησού Χριστό. Οι παγίδες στο δρόμο της αναζήτησης που μας οδηγεί στην Εκκλησία του Χριστού είναι πολλές, όπως ο ίδιος έχετε ήδη συνειδητοποιήσει. Ο ίδιος πιστεύω πως, εάν κάποιος είναι απολύτως ειλικρινής και αληθινός, και δυσπιστεί για τις απόψεις και τα συναισθήματά του, ο Θεός θα τον οδηγήσει στο να βρει την Εκκλησία Του. Θα είμαι στη Σάντα Κρουζ το Σαββατοκύριακο μετά την Εργατική Γιορτή για να μιλήσω σε μια θρησκευτική διάσκεψη της «Ρωσικής γλώσσης» εκεί, και θα ήμουν πολύ ευτυχής να σας συναντήσω έπειτα, καθώς και τα μέλη της κοινότητάς σας εάν επιθυμείτε… Σας στέλνουμε ακόμη μερικές ορθόδοξες εκδόσεις. Παρακαλώ, προσευχηθείτε στο Θεό να κάνει τη συνάντησή μας καρποφόρα”.

Όταν ο π. Σεραφείμ πήγε να επισκεφτεί την εκκλησία στις 5 Σεπτεμβρίου, ένας ενορίτης που τον είδε έξω είπε στον πάστορα Κάρντοζα: «Είναι ένας βαρύς κολλητός εκεί έξω». Ο πάστορας, φοβισμένος ότι επρόκειτο για ένα μέλος μιας συμμορίας μοτοσικλετιστών, άνοιξε την πόρτα και είδε για πρώτη φορά στη ζωή του έναν ορθόδοξο μοναχό. Ο π. Σεραφείμ μίλησε μαζί του για δύο ή τρεις ώρες. Και καθώς σηκώθηκε στο τέλος της συζήτησής τους για να φύγει, αγκάλιασε τον πάστορα. «Ο Θεός είναι σε αυτό το μέρος» είπε έντονα. «Μείνε σε αυτή την πορεία».

Αργότερα ο π. Σεραφείμ έγραψε στο Χρονικό του: «Μια καλή συνάντηση – (ο πάστορας) έχει διαβάσει πολύ για την Ορθοδοξία και φαίνεται να την αποδέχεται στην καρδιά του».

Ο π. Σεραφείμ είδε ότι η εκκλησία, έχοντας προέλθει από ένα προτεσταντικό υπόβαθρο, είχε πολλά ακόμη να μάθει, αλλά πίστευε πως, εάν οι άνθρωποι συνέχιζαν να αναζητούν τη Βασιλεία του Θεού, όλα τα πράγματα θα προστίθεντο σε αυτούς [η έκφραση από το κατά Ματθαίον κεφ. 6, στίχ. 33]. Εκτίμησε ειδικά την προσπάθειά τους να σώσουν τα θύματα της σημερινής αναρχικής κουλτούρας – κάποτε ήταν ένας τέτοιος και ο ίδιος.

Μετά από την ανάπαυση [=την κοίμηση] του π. Σεραφείμ, ο πάστορας Κάρντοζα χρειάστηκε μια μεγαλύτερη εκκλησία για την αυξανόμενη κοινότητά του. Μια ιδεώδης εκκλησία ήταν διαθέσιμη στην πόλη Μπεν Λόμποντ αντί του ποσού των 250.000 δολαρίων, αλλά η κοινότητά του δεν είχε καθόλου χρήματα εκείνη την εποχή. Παίρνοντας λίγο χώμα από τον τάφο του π. Σεραφείμ στην Πλατίνα, το έριξε πάνω στην έκταση της εκκλησίας και ζήτησε από τον π. Σεραφείμ την ουράνια μεσολάβησή του. Την επόμενη μέρα η κυρία που πουλούσε την εκκλησία είπε στον πάστορα πως θα μπορούσε να μετακομίσει αμέσως και να μην ανησυχεί για την άμεση πληρωμή.

Η κοινότητα προσχώρησε στη συνέχεια στην Ορθόδοξη Εκκλησία, έφτασε να περιλαμβάνει πάνω από τριακόσιες οικογένειες και έγινε ευρέως γνωστή ως μία από τις πιο ένθερμες νεοφώτιστες κοινότητες στην Αμερική. Ο αρχικός πάστοράς της αποδίδει το θαύμα της απόκτησης της εκκλησίας του Μπεν Λόμποντ στις προσευχές του π. Σεραφείμ από τον ουρανό (*). Παίρνοντας το όνομα Σεραφείμ από ευγνωμοσύνη στον π. Σεραφείμ, υπηρετεί τώρα ως ιερέας της Ορθόδοξη Εκκλησίας του Αγίου Ιννοκεντίου (Ρωσική Ορθόδοξη Εκκλησία της Διασποράς) στον ποταμό Ρόγκι του Όρεγκον.

(*) Η εκκλησία περιελάμβανε δύο ορθόδοξες κοινότητες προτεσταντικού υποβάθρου, στο παρελθόν γνωστές ως Ευαγγελική Ορθόδοξη Εκκλησία και Αγία Ορθόδοξη Εκκλησία. Πριν ενωθούν ως μία εκκλησία, οι κοινότητες είχαν βρεθεί στην ίδια περιοχή και είχαν μείνει πολύ συνδεδεμένες. Ο πάστορας που προαναφέρθηκε ήταν ο ηγέτης της τελικής ομάδας.

Από το βιβλίο: Ιερομόναχος Δαμασκηνός (Κρίστενσεν), Πατήρ Σεραφείμ Ρόουζ, η ζωή και τα έργα του, τόμος Γ΄, Μυριόβιβλος 2009, σελ. 510-512.

Πηγή:

http://o-nekros.blogspot.com/2019/09/2-1982.html

ΝΕΚΡΟΣ ΓΙΑ ΤΟΝ ΚΟΣΜΟ

Le cheminement secret d’un chef amérindien Mohawk vers l’Orthodoxie ╰⊰¸¸.•¨* French

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SAINT JEAN DAMASCENE

Le cheminement secret d’un chef amérindien Mohawk vers l’Orthodoxie

Samedi soir. Très peu de lumières étaient allumées. Dans la cathédrale russe de Saints Pierre et Paul, les vêpres venaient de commencer. Les silhouettes sombres de quelques fidèles qui assistaient au service étaient devenues plus distinctes car des cierges avaient été allumés, un à un, sur leurs supports. L’iconostase de l’autel était très imposant, il avait été sculpté par des artisans expérimentés, au début du siècle…
C’était la deuxième fois que je venais aux Vêpres, il y a de cela des années… Les paroles de la prière “Lumière joyeuse” en slavon donnaient une sensation de paix intérieure et de détente. Tout semblait être en prière à ce moment-là, dans ce jour qui était fini et ce jour qui devait venir. Après la folie de la journée, ce refuge de louange calmait effectivement les bêtes sauvages de l’esprit…
Dans la faible pénombre, je pouvais distinguer quelques-uns des profils de ceux qui étaient là: une vieille dame russe avec sa petite-fille, un homme grand et maigre d’âge moyen, une jeune fille de près de quinze ans, une jeune famille avec ses deux enfants… Et soudain, mon attention fut attirée par un personnage près de la grande fenêtre. Directement au-dessous, je distinguai une silhouette qui était complètement différente de toutes les autres. Il s’agissait d’un Indien de cinquante ans, vigoureux, aux traits caractéristiques, avec des cheveux longs attachés en queue de cheval qui atteignaient sa taille. Mon regard s’arrêta sur lui… Quel étrange personnage ! J’imaginai que c’était seulement un visiteur.
À la fin de l’office, je ne pus pas lutter contre l’envie de savoir. Je m’approchai de lui, désireux de le rencontrer.
-Yannis, lui ai-je dit en anglais. Bienvenue…
– Vladimir, répondit-il.
– Je suis grec. Et vous? Lui ai-je demandé.
– Moi aussi, répondit-il.
J’étais abasourdi… C’était la dernière chose que je m’attendais à entendre!
– Parlez-vous grec? Demandai-je.
Il fit une pause pour réfléchir un moment, puis il cita [le prologue de l’Evangile de saint Jean] en grec:
– “Au commencement était le Logos et le Logos était avec Dieu, et le Logos était Dieu.”
En finissant cette phrase, il éclata de rire. Je ne savais quoi dire.
– Je suis indien, dit-il brusquement. Mais de toute façon, je me sens aussi russe et grec et serbe et roumain, parce que… je suis orthodoxe…
Une lueur apparut dans son œil, comme dans mon coeur …
C’est ainsi que Vladimir et moi nous nous sommes rencontrés. Son vrai nom était Frank Natawe, avant de devenir orthodoxe et d’être baptisé sous le nom de Vladimir. Je mourrais d’envie d’entendre l’histoire de sa vie, à la fois par Continue reading “Le cheminement secret d’un chef amérindien Mohawk vers l’Orthodoxie ╰⊰¸¸.•¨* French”

Becoming Orthodox – Jim Forest, USA & the Netherlands

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USA OF MY HEART

ROMAN CATHOLICS MET ORTHODOXY

EDELWEISS OF MY HEART

Becoming Orthodox

by

Jim Forest, USA & the Netherlands

Source:

Jim & Nancy Forest

Becoming Orthodox

JIM & NANCY FOREST

I am sometimes asked how the son of atheist parents ended up not only a Christian but a member of the Orthodox Church.

In fact it wasn’t so big a leap as it sounds. For starters my parents weren’t people for whom atheism was a religion unto itself. Their atheism seemed to mainly to do with being on the Left. Their real interest was in the down-and-out — people who were being treated like beasts, underpaid or jobless, trapped in slums, without health care, etc. When I was growing up, they were both Communists. It was part of Marxist dogma that there was no god. For them it was not so much a question of agreeing with that tenet of Marxism as not disagreeing. In fact both of them had been shaped and inspired by their religious roots. Mother was a Methodist Communist, my father a Catholic Communist. Mother’s parents, both devout Methodists, raised their children to take Christianity seriously, and with an eye to its social implications. Dad, a fervent Catholic in his youth, had once looked forward to becoming a priest.

I was born in November 1941 in the Vatican of Mormonism, Salt Lake City, Utah. At the time my Father was working as regional organizer for the Communist Party and my Mother was a social worker. When I asked about Mormons later in life, Mother spoke with respect of the ways Mormons helped each other when anyone was out of work or facing other troubles. However, she tended to judge religion by how attentive its members were not just to each other but to the woes of the world. On that score, the Mormons didn’t impress her.

During the several years that followed, I have only splinters of memory. There is a photo of me when I was about a year old, standing upright while my mother, wearing a beret and smoking a cigarette, is sitting on a park bench in a Chicago park. Later we lived in Denver, where my brother, Richard, was born in 1943. Dad was in the Army part of the Second World War, stationed in Hawaii. In 1944 Dad fell in love with a Communist Party co-worker and filed for divorce. During the next decade, he was an occasional visitor whose home was far away. Remarkably, divorce didn’t seem to embitter Mother. I cannot recall her ever speaking ill of Dad.

Following the divorce, my mother, brother and I moved to Red Bank, New Jersey. This was the town where Mother had grown up in. While her parents by then had both died, her sister and brother-in-law were living there. It took some good will and squeezing, but we lived with them until we had a house of Continue reading “Becoming Orthodox – Jim Forest, USA & the Netherlands”

Reason #1: the ever-changing church – Why I have converted to the Eastern Orthodox Church

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COMING HOME – ORTHODOXY

USA OF MY HEART

Poconos

Reason #1: the ever-changing church

Why I have converted to the Eastern Orthodox Church

Source:

http://journeytoorthodoxy.com

Reason #1: the ever-changing church

JOURNEY TO ORTHODOXY

This series of articles are from the “Becoming Orthodox” blog.

This is the first in a series of posts highlighting reasons why I have converted to the Orthodox Church. They are listed in no particular order. Some are big, important reasons; others may be small, wonderful but non-essential reasons. I hope they offer food for thought.

A few months ago I read an article in Christianity Today that highlighted a Christian movement in Mexico. It’s been awhile since I read the article and I can no longer recall the particulars, but one line really stood out: “How will the church in Mexico continue to change?” asked the columnist.

If the church is the pillar of truth (1 Timothy 3:15), then it should be unchanged since the day that it was founded by Jesus. Yet in any particular church group (save one) you will find numerous changes. Roman Catholics have a pretty long history, but they change the rules all the time. Protestantism is no different, being that it was borne out of a desire for change; a desire that certainly continues to this day when we have thousands of different denominations.

I’m disturbed by all of these changes. Truth doesn’t change. Neither should the Church.

 

Answering Main Street Canada

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CANADA OF MY HEART

200117712-001

Fr-Korz

Answering Main Street Canada

Source:

http://journeytoorthodoxy.com

Answering Main Street Canada

JOURNEY TO ORTHODOXY

We offer you an article written by Fr. Geoffrey Korz, Managing Editor of Orthodox Canada and the Dean of All Saints of North America Orthodox Church in Hamilton ON, Canada.

Some years ago, I had the pleasure of dining in Toronto’s “Greek Town” with a sister in Christ, a Greek grandmother who had been around the Church all her life, and who was a true realist. As we walked through the warm summer streets, surrounded by mobs of young people – many of them Greek, and presumably Orthodox Christians – my friend let out an audible exclamation.

“Look at them, Father – they don’t even know what an Orthodox priest is! Why aren’t they at Church?! They should be ashamed of themselves!”

Of course hearing this, all these young people heard the voice of their own yia-yia, or grandmother, confronting them with their own lack of piety, spiritual observance, and Continue reading “Answering Main Street Canada”